“Procurei investir na saúde, por exemplo”, diz prefeito ao justificar decoração tímida de Natal
Árvore em frente ao Paço Municipal foi uma das poucas decorações de Natal na cidade
TURISMOCULTURA


Enquanto outras cidades da região de Bragança Paulista, Circuito das Águas e Sul de Minas capricharam na decoração de Natal em 2026, Bragança Paulista, que sempre foi referência como cidade “luz”, principalmente nos tempos de Jesus Chedid como prefeito, praticamente não teve investimentos públicos em decoração e iluminação de Natal pela cidade.
A justificativa do atual prefeito, Edmir Chedid, filho de Jesus Chedid, foi de que não havia recursos financeiros para a iniciativa.
“Eu procurei investir na saúde, por exemplo, na assistência social, do que investir no Natal este ano. A verdade é essa. O dinheiro está curto. O que você vai fazer? Tem que fazer o básico. Depois você sai do básico a hora que dá”, disse à rádio 102 FM.
“Governar é fazer escolhas. Optamos por direcionar recursos para áreas que impactam diretamente a vida das pessoas. Temos outros anos pela frente para planejar e fazer ainda melhor. O compromisso segue sendo com uma Bragança Paulista organizada, responsável financeiramente e preparada para o futuro”, acrescentou em postagem sobre o assunto em suas redes sociais.
Não é a primeira vez que Edmir Chedid aponta a falta de recursos financeiros para o município desde que assumiu a Prefeitura, mesmo seu antecessor sendo Amauri Sodré, vice de Jesus Chedid, que faleceu em 2022.
Em abril do ano passado, a Prefeitura de Bragança Paulista concluiu as obras do Centro de Atenção à Saúde da Mulher e do Centro de Atenção à Saúde da Criança, localizados no Jardim São Lourenço, além do posto de saúde do Bairro da Penha. Entretanto, os equipamentos de saúde ainda não entraram em funcionamento. Segundo o prefeito não havia previsão orçamentária.
Ele ainda chegou a condicionar o início dos atendimentos à rejeição, pela Câmara Municipal, do Projeto de Lei Complementar que propôs a revogação de um trecho da Legislação Municipal sobre o IPTU, que resultou no aumento do imposto para parte da cidade em 2025. O projeto foi aprovado e vetado pelo prefeito. Os vereadores rejeitaram o veto, mas, na sequência, com apoio do partido União Brasil, a Prefeitura obteve uma liminar no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para manter a cobrança do IPTU conforme planta genérica de valores de 2024, de modo que está suspensa a lei aprovada pelos vereadores. Ainda assim, a Prefeitura não colocou em funcionamento os equipamentos e estão previstos para abrirem as portas este ano.
