MELHORES ESTRADAS SÓ NOS SONHOS
Rodovias de Bragança Paulista e região ficam fora de lote de concessão do Governo de SP
MOBILIDADE


Prometidas há décadas por governadores e deputados, as obras de duplicação das rodovias Capitão Barduíno (Bragança/Socorro) e Alkindar Monteiro Junqueira (Bragança/Itatiba) entre outras estradas da região seguem só na conversa.
O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), publicou em 24 de outubro o edital da concessão do Lote Rota Mogiana, um dos principais projetos rodoviários do Programa de Parcerias em Investimentos do Estado (PPI-SP) e informou que o Lote Circuito das Águas permanecerá em estudo pelas áreas técnicas da SPI.
A concessão incluiria trechos das rodovias SP-008 (Bragança/Socorro), SP-063 (Bragança/Itatiba), SP-095 (Bragança/Amparo), entre outras, beneficiando cidades como Bragança Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Socorro, Serra Negra, Águas de Lindoia, Lindoia, Itapira, Tuiuti, Amparo, Pedreira, Jaguariúna, Holambra, Itapira, Itatiba, Atibaia e Jarinu.
Em abril, o governador Tarcísio de Freitas chegou a dizer que as obras seriam realizadas. “Quanto tempo o pessoal esperou a Perimetral de Itatiba? E não vai parar lá, porque a gente não vai fazer só a Perimetral de Itatiba. Agora, a gente vai fazer a ligação da Perimetral com a Dom Pedro. E vamos fazer a duplicação de Itatiba para Bragança. E depois vamos fazer o contorno de Bragança e a duplicação de Bragança para Socorro. E se bobear, vamos chegar em Lindoia”, disse em abril deste ano, durante discurso no lançamento do programa “São Paulo pra Toda Obra”, que visa a mo- dernização do sistema rodoviário do estado, com um investimento que soma R$ 30 bilhões em rodovias públicas e concedidas.
Três audiências públicas para apresentar o projeto e ouvir a sociedade foram realizadas. Os encontros ocorreram presencialmente em Campinas (10/3) e Mogi Guaçu (11/3), além de uma sessão híbrida (online e presencial) na Artesp, em São Paulo (14/3).
Entretanto, após protestos e falta de apoio de prefeitos e vereadores de municípios do Circuito das Águas quanto à implantação de pedágios, o Governo de São Paulo desistiu de incluir as rodovias da região no pacote de obras.
Os políticos defenderam que as melhorias necessárias nas rodovias (como duplicações e segurança) fossem realizadas com recursos diretos do orçamento do Governo do Estado de São Paulo, sem a necessidade de transferir a gestão para a iniciativa privada por meio de concessão que gerasse novas cobranças aos usuários e solicitaram a revisão completa do plano apresentado, argumentando que o excesso de pórticos de cobrança (inicialmente previstos 37 na região) prejudicaria severamente a economia local, focada no turismo, agricultura familiar e comércio.
Em resposta à pressão política, o governo de SP optou por reavaliar o projeto, mas ainda sem qualquer alternativa ou previsão oficial.
