Jhon Jhon faz Red Bull Bragantino chegar a mais de R$ 200 milhões de lucro com ex-promessas de grandes clubes
Jhon Jhon disputou 76 partidas, sendo 68 como titular, marcou 20 gols e distribuiu 14 assistências
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Conforme levantamento do portal ge.globo, desde que passou a ser gerenciado pela Red Bull, em 2019, o Bragantino teve um lucro bruto de R$ 320 milhões com vendas de jogadores que eram promessas em grandes clubes, consideradas as cotações da época de cada transação.
Vale destacar que esse é o lucro bruto das negociações. O lucro bruto não foi totalmente para os caixas do Massa Bruta porque a equipe não tinha 100% dos direitos econômicos de todos os atletas. A soma do lucro líquido das seis maiores negociações, contando somente a porcentagem que o clube tinha direito, é de R$ 241 milhões.
A última foi a do meia-atacante Jhon Jhon, ex-Palmeiras, por 18,5 milhões de euros (R$ 114 milhões) fixos ao Zenit, da Rússia. O valor total da transação ainda pode chegar a 20 milhões de euros com os bônus. É a maior venda da história do clube.
O meia de 23 anos foi contratado pelo Massa Bruta em 2024. O Braga pagou sete milhões de dólares (R$ 36 milhões, na cotação da época) ao Palmeiras para comprar 80% dos direitos do atleta. Agora, com a venda por R$ 114 milhões, o lucro bruto é de R$ 78 milhões.
No caso de Jhon Jhon, por exemplo, o Braga era detentor de 80% dos direitos. Portanto, o lucro total da negociação foi de R$ 78 milhões, mas o lucro líquido foi de R$ 55 milhões. Confira a lista dessas seis vendas de atletas que eram promessas de grandes clubes. Os valores em reais considerados são das cotações da época de cada negociação:
Jhon Jhon (ex-Palmeiras): compra por R$ 36 milhões / venda por R$ 114 milhões ao Zenit-RUS (recebeu R$ 91,2 milhões por 80% dos direitos) / lucro bruto de R$ 78 milhões (lucro líquido de R$ 55 milhões)
Helinho (ex-São Paulo): compra por R$ 24 milhões / venda por R$ 84 milhões ao Toluca-MEX (recebeu R$ 54,6 milhões por 65% dos direitos) / lucro bruto de R$ 60 milhões (lucro líquido de R$ 30 milhões)
Claudinho (ex-Corinthians): compra por R$ 2,5 milhões / venda por R$ 92 milhões ao Zenit-RUS (recebeu R$ 92 milhões por ter 100% dos direitos e manteve 20% em venda futura) / lucro bruto de R$ 89,5 milhões (o lucro líquido é o mesmo)
Léo Ortiz (ex-Internacional): compra por R$ 1,8 milhões / venda por R$ 43 milhões ao Flamengo (recebeu valor total porque tinha 100% dos direitos) / lucro bruto e líquido de R$ 41,2 milhões.
Natan (ex-Flamengo): compra por R$ 27 milhões / venda por R$ 53 milhões ao Napoli-ITA (recebeu R$ 37,1 milhões por 70% dos direitos) / lucro bruto de R$ 26 milhões (lucro líquido de R$ 10,1 milhões)
Artur (ex-Palmeiras): compra por R$ 25 milhões / venda por R$ 45 milhões ao Palmeiras (recebeu 40,5% por 90% dos direitos) / lucro bruto de R$ 20 milhões (lucro líquido de R$ 15,5 milhões)
NEM TUDO SÃO FLORES
O principal exemplo é o meia Bruno Praxedes, contratado em 2021 por R$ 39,5 milhões. Foi a contratação mais cara da história do clube. O jogador, então com 19 anos, era uma promessa do Internacional. O Bragantino o contratou para ser o substituto de Claudinho. Após um bom início, Praxedes foi perdendo espaço. Foi emprestado ao Athletico-PR e ao Vasco, mas retornou ao clube. Ele segue no elenco, mas tem tido poucas chances.
Outro exemplo é o meia Thonny Anderson, ex-Grêmio, que chegou ao Bragantino com 22 anos. O Massa Bruta desembolsou R$ 13 milhões para contratar o atleta, tido como uma promessa gremista e que estava emprestado ao Athletico-PR. Porém, pelo Bragantino, não engrenou e passou a ser emprestado. No início de 2025, saiu a custo zero para o Tokushima, do Japão.
NOVAS APOSTAS
O Bragantino continua com a filosofia de ir atrás de jovens jogadores para o time principal. A mais recente aposta é o meia Rodriguinho, 21 anos ex-São Paulo. O Braga desembolsou US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,7 milhões na cotação atual) para contratar o atleta do São Paulo. O contrato com Rodriguinho é válido até o fim de 2030.
Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino
